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sábado, 4 de dezembro de 2010

Red Zone: a área que não é vip no show do U2



O anúncio pouco claro da existência de uma "área vip" no show da banda irlandesa U2 no Brasil, em abril de 2011, ouriçou ainda mais o público que há tempos, junto com jornalistas e produtores, discute a necessidade e os preços cobrados (este ano variou de 700 a 1.680 reais) pelo que no Brasil se convencionou chamar de vip: uma área que divide o espaço dos shows e custa valores mais altos quanto mais próximo o palco. Muitos leitores de VEJA comemoraram a notícia de que a banda, por contrato, proibiu a criação de uma pista vip. Depois, se irritaram com o anúncio de que existe um espaço especial para quem se sujeitar a pagar 1.000 reais pelo ingresso.

É preciso deixar claro que a Red Zone, erroneamente chamada de "área vip do U2", não se adequa aos moldes físicos locais nem na nomenclatura, muito embora haja privilégios para quem se dispuser a pagar 1.000 reais por um dos 800 ingressos disponíveis para o setor, no show do estádio Morumbi.

Três pontos fundamentais diferenciam a Red Zone da área vip que por contrato o U2 proíbe que exista nos shows da turnê 360º, cujo formato do espetáculo aumenta em até 15% a capacidade dos locais onde é montado. A saber, a não proximidade do palco (as Red Zones ficam na lateral do anel, mais próximos da grade, e quem pagar 180 reais e tiver disposição poderá ver o show colado na banda), o número limitadíssimo de ingressos disponíveis e a reversão parcial (820 reais, para o show no Brasil) do arrecadado para uma causa beneficente.

Os privilégios de quem se dispuser a desembolsar o valor da Red Zone não são muitos. Haverá venda de bebidas, alimentos e merchandising em pontos exclusivos e o que em tempos trânsito caótico e dificuldade de chegar ao estádio não pode ser desconsiderado: o comprador não enfrenta filas. Para os caridosos e empenhados no discurso messiânico de Bono Vox, vocalista da banda, resta a consciência de ter ajudado a fundação RED, que atua junto ao Fundo Global no combate a AIDS na África.

Formatos - Dito isto, parte do público e os produtores continuam em pé de guerra. A Time For Fun, empresa que promoverá o concerto no Brasil, falou ao site de VEJA e comprometeu-se a nunca abolir a área vip dos seus shows, alegando que ela existe no mundo inteiro.


Bom area VIP ou não, nesse Natal queria muito ajudar as pessoas com AIDS na Africa!!!!!!!!!!!!!!!!!
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